A Associação dos Espadeiros de Cruz das Almas (a 146 km de Salvador) promete realizar neste sábado (12) um ato popular pela preservação das espadas durante o São João. Recentemente, uma reunião na Câmara Municipal com a presença de 170 espadeiros discutiu a queima e fabricação do artefato. O trajeto da passeata deve percorrer as principais ruas da cidade.
A concentração é por volta das 9h, em frente ao paço municipal, na Praça Senador Themístocles. A manifestação promete ser pacífica, garante o presidente da associação, Eurícles Neto. “O movimento não tem ligação política. Queremos que a nossa tradição seja mantida”, ressaltou.
Os espadeiros vão elaborar um abaixo-assinado com assinaturas das pessoas que desejam que a tradição seja mantida, além de avaliar o número de pessoas que gostam das espadas.
A juíza Luciana Amorim Hora, da Vara Criminal de Cruz das Almas, proibiu no ano passado a tradicional guerra de espadas que ocorre em todo período junino no município. A magistrada acatou a ação pública ajuizada pelo promotor criminal do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Christian Menezes.
Na época a juíza concordou com os argumentos do promotor “de que a guerra de espadas causa lesões não só aos que praticam a ação, como aos demais populares e aos patrimônios privados e públicos”.
Ano passado, a guerra de espadas registrou mais de 300 queimados, além de carros e casas danificados. Somente em um dia, foram 193 pessoas atendidas no hospital da cidade. A proibição, tida como ‘radical’ pelos espadeiros, foi tomada após a prefeitura do município não cumprir o acordo, feito ano passado, de estabelecer um local adequado para a realização da tradição. * A TARDE

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