sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Estudante que criticou nordestinos some da internet

Depois de ficar conhecida nacional e internacionalmente pelos comentários preconceituosos sobre nordestinos que postou no Twitter e no Facebook, os perfis da estudante de Direito Mayara Petruso foram apagados de ambas as redes sociais. O assunto, no entanto, continua "bombando": no Twitter, a cada segundo chegam comentários sobre a atitude da jovem. A grande maioria condena o que ela falou.

A repercussão negativa das declarações fez Mayara se esconder. Desde o episódio, ela não aparece na Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), em São Paulo, onde cursa, à noite, o sexto semestre de Direito. Segundo a assessoria da instituição, os alunos não realizaram manifestações nem de apoio nem de repúdio à estudante.

Processo - O Ministério Público Federal (MPF), em São Paulo, recebeu ontem a denúncia-crime encaminhada pela Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco. A entidade pede a punição por racismo e incitação ao crime. A pena é de dois a cinco anos de prisão e pagamento de multa.

A procuradora responsável pelo caso é Melissa Abeu e Silva. A equipe técnica do MPF fará um laudo sobre as manifestações de Mayara. O documento ficará pronto na próxima semana e fará parte do inquérito.

PSDB promete oposição forte e “sem concessões” ao governo Dilma

“Nunca fomos, e não seremos agora, a favor do quanto pior melhor”, disse hoje (4) o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), em carta dirigida à militância do partido. Ao falar sobre o papel que os tucanos terão em relação ao governo de Dilma Rousseff, ele assinalou que urnas deram ao PSDB a obrigação de fazer uma oposição forte e “sem concessões”.

Para cumprir essa tarefa, o senador disse que precisará, mais do que nunca, da ajuda permanente dos tucanos de todo o país. A carta de agradecimento foi encaminhada hoje pelo presidente do PSDB aos candidatos, colaboradores, militantes e simpatizantes do partido pelo que eles fizeram na defesa das propostas e dos candidatos tucanos nesta eleição.

Na carta, o senador afirma que nada foi fácil nesta caminhada. “Sabemos que sem vocês não teríamos força para chegar aonde chegamos. Sabemos também que temos pela frente a tarefa de fazer o nosso partido avançar muito mais na sua organização e na sua integração com a sociedade”.

O tucano afirma ainda que foi com a ajuda e a força da militância, dos candidatos, simpatizantes e colaboradores que o PSDB saiu maior e mais forte, elegendo oito governadores de importantes estados e mantendo bancadas representativas no Congresso Nacional e nas assembleias legislativas.

Governo vai aumentar velocidade de acesso à internet em telecentros e escolas rurais

A velocidade média de acesso à internet nos pontos atendidos pelo programa Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac) vai ficar 50% mais rápida a partir do mês que vem. O Ministério das Comunicações ainda informou que serão instalados mais 1.460 pontos de conexão em todo o país, destinados a telecentros comunitários, escolas rurais e unidades do programa Telecentros.BR.

Com a ampliação, o total de pontos de conexão do Gesac passará para 13.379. Os contratos aditivos que prevêem a ampliação do programa, assinados entre o Ministério das Comunicações e a Embratel, foram publicados hoje (4) no Diário Oficial da União e somam R$ 17,6 milhões.

O programa Gesac oferece conexão gratuita à internet em diversas localidades do país, como telecentros, escolas públicas da zona rural, bibliotecas e também em áreas de difícil acesso, como comunidades quilombolas, aldeias indígenas e assentamentos rurais.

Dilma descansa na Bahia antes de viajar para reunião do G-20

A presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, está na Bahia, onde passará o final de semana descansando. O jato que decolou de Brasília na tarde de quarta-feira (3), levando Dilma, modelo Citation prefixo PR-SPR, pousou no Aeroporto Jorge Amado, de Ilhéus (BA), pouco mais de uma hora depois de partir da capital federal.

No aeroporto, três carros da Casa Civil do governo da Bahia aguardavam a presidente eleita, confirmaram fontes da administração estadual. Os veículos foram colocados à disposição de Dilma, pelo governador Jaques Wagner (PT), para os dias de folga.

Do aeroporto, os automóveis - que, segundo fontes no aeroporto, transportavam Dilma, sua filha, Paula, e o neto Gabriel - seguiram sentido norte, onde fica Itacaré, entre outras belas praias da região.

De acordo com os dirigentes petistas, Dilma segue para Brasília na próxima segunda-feira e deve acompanhar o presidente Lula na reunião do G-20, na Coréia do Sul.

Dilma ficará hospedada no Hotel Txai, em Itacaré, no sul do Estado, sem agenda oficial. Ela desembarcou na tarde de ontem no aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, em um avião particular, onde estavam três passageiros. O resort de luxo já recebeu outros chefes de Estado, como o presidente francês, Nicolas Sarkozy.

Serra: A luta continua

Em seu pronunciamento a militantes e aliados após o resultado das eleições presidenciais, o candidato pelo PSDB, José Serra (SP), avisou na noite desse domingo que continuará lutando pela democracia. “Nós vamos dar a nossa contribuição ao país em defesa da pátria, da liberdade, da democracia, do direito que todos têm de falar e de serem ouvidos.”

O discurso foi feito no comitê de campanha do tucano, em São Paulo. Emocionado, ele agradeceu ao povo brasileiro pelos 43,6 milhões de votos, à militância, e aos aliados eleitos – foram dez governadores, no total. “Eu disputei com muito orgulho a Presidência. Quis o povo que não fosse agora, mas sou grato aos 43,6 milhões de brasileiros que votaram em mim”. E destacou: “Nós recebemos com respeito e humildade a voz do povo nas ruas”.

Serra desejou à presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), que “faça bem para o País”. Ele acrescentou, no entanto, que a luta está apenas no começo. “A minha mensagem de despedida não é um adeus, mas um até logo”, avisou. “E para os que nos imaginam derrotados, quero dizer: nós apenas estamos começando uma luta de verdade.”

O tucano reconheceu o carinho e apoio da militância, que lutou e se empenhou pela sua eleição, e disse que chega ao final da campanha cheio de energia. “Eu recebi tanta energia nessa campanha, foram sete meses de muita energia”, disse. “O problema é como dispender essa energia nos próximos dias. Essa energia que me foi passada de todo o Brasil”, completou.

Serra afirmou ainda que sua campanha enfrentou “forças duríssimas” e agradeceu aos militantes e simpatizantes. “Eu vim aqui para falar da confiança e da esperança”, disse. “Nesses meses, quando enfrentaram forças terríveis, vocês cavaram uma grande trincheira, construíram uma fortaleza, conquistaram a defesa da liberdade no Brasil.”

Em mensagem direcionada aos jovens, o candidato afirmou que ele próprio já sonhou e lutou “por um país melhor, mais justo e democrático, onde os políticos fossem servidores do nosso povo, e não se servissem do nosso povo”. Nos últimos oito anos, o Partido dos Trabalhadores (PT) loteou a máquina pública, distribuindo cargos a aliados e afilhados partidários.

Serra terminou o discurso, que durou 15 minutos, recitando o último verso do Hino Nacional do Brasil. O tucano foi acompanhado pelos militantes, emocionados, que o aguardavam desde o início da tarde no comitê de campanha. E encerrou: “A luta continua. Viva o Brasil.”

Alckmin e Goldman dão início a transição de governo em São Paulo

O atual governador de São Paulo, Alberto Goldman, e o governador eleito, Geraldo Alckmin, iniciaram na quarta-feira (3) o processo de transição. Alckmin afirmou que dará continuidade aos mesmos princípios da atual administração e que poderá manter alguns dos secretários na nova gestão, mas não quis adiantar os nomes.

“Não há nenhuma ruptura. Será a continuidade absoluta dos valores e dos princípios que vêm desde a época do Mário Covas. O programa vai avançando e a equipe será a melhor possível, para a gente poder trabalhar”, disse o governador eleito, em entrevista coletiva na sede do governo.

Alckmin ressaltou que espera colaboração de todas as instâncias de governo em sua gestão. Segundo ele, a responsabilidade sobre a educação e a segurança pública, por exemplo, deverá ser compartilhada com o governo federal e as prefeituras.

“Numa federação é fundamental a colaboração entre os entes federativos, porque não há responsabilidades estanques. Vamos pegar a saúde. De quem é a responsabilidade? É dos três líderes de governo: federal, estadual e municipal. Há que haver um entendimento importante [entre os três]”, disse.

O governador eleito destacou que sua administração dará prioridade para as regiões metropolitanas do estado. De acordo com ele, está em estudo a criação de uma secretaria para o desenvolvimento metropolitano ou a incorporação do tema na atual Secretaria de Desenvolvimento. As regiões metropolitanas poderão ainda ser administradas por uma secretaria executiva composta pelos prefeitos das cidades e pelo governador.

Alckmin disse ainda que as questões relativas à Copa do Mundo de 2014 terão prioridade do governo do estado.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

CCJ do Senado aprova PEC que altera regras para vice assumir Presidência da República

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou hoje (3) uma proposta de emenda à Constituição que trata das novas regras de substituição do presidente da República para o caso de vacância do cargo.

O substitutivo do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), aprovado em votação simbólica na comissão, prevê que em caso de impeachment, morte, doença grave, ou outro fato que caracterize a vacância na Presidência da República, novas eleições serão convocadas em até 90 dias.

O texto também diz que se faltarem menos de dois anos para o fim do mandato, as novas eleições devem ser convocadas em 30 dias. Para o caso de vacância com menos de 15 meses para acabar o governo, o novo presidente será escolhido por meio de eleição indireta pelo Congresso Nacional.

Pelo substitutivo, o vice assumirá a Presidência apenas interinamente, ficando no cargo até a escolha do novo presidente.

Lula assina decreto sobre educação no campo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina hoje (4) decreto sobre educação no campo e sobre o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). A cerimônia será às 17h30 no Palácio do Planalto.

Começou nessa quarta-feira (3) em Brasília o 4º Seminário Nacional do Pronera, cujo tema é Reforma Agrária e Educação no Campo. Os trabalhos terminam amanhã (5) e estão sendo realizados no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados.

Agora de manhã, haverá debate sobre o tema As contribuições do Pronera para as Instituições de Ensino e para as Políticas Públicas de Educação no Campo. Participam do seminário educadores e representantes de movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), a Coordenação Estadual de Trabalhadores Assentados e Acampados (Ceta), o Movimento Terra Livre, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA).

Censo 2010 contabiliza mais de 185 milhões de residentes no país

O Censo 2010 contabilizou, até 31 de outubro deste ano, 185.712.713 de residentes no país, incluindo brasileiros e estrangeiros. A informação foi publicada nesta quinta-feira (4), no Diário Oficial da União. Foram visitados, segundo a publicação, 67.275.459 domicílios.

O resultado, de acordo com a assessoria de imprensa do IBGE, ainda é parcial. Isso porque, apesar do término da coleta de dados, recenseadores continuam em campo para tentar contabilizar moradores de domicílios que foram considerados fechados durante o levantamento. Moradores que não foram recenseados também podem acessar a página do IBGE e preencher um cadastro. A verificação desses cadastros evitará a possibilidade de fraude nos dados apresentados pelos recenseadores.

O total de moradores do Brasil poderá sofrer alterações também porque as prefeituras têm até 24 de novembro para eventuais contestações de dados, que serão analisadas pelo IBGE.

A coleta de dados para o Censo 2010 começou em 1º de agosto. De acordo com o IBGE, o censo é a única pesquisa que visita todos os domicílios do país para traçar um perfil abrangente da população. Os resultados são repassados ao Tribunal de Contas da União (TCU) e servem de parâmetro para o repasse de verbas federais a cada cidade. A partir das estimativas populacionais são definidas as cotas do Fundo de Participação dos Estados e do Fundo de Participação dos Municípios, segundo o Instituto.

O resultado final do Censo deve ser divulgado, segundo o IBGE, no fim de novembro. Só então os dados populacionais serão encaminhados ao Tribunal de Contas da União (TCU).

Dilma é considerada a 16ª pessoa mais poderosa do mundo pela Forbes

A presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, foi considerada a 16ª pessoa mais poderosa do mundo, de acordo com o ranking anual da revista "Forbes" divulgado ontem (quarta-feira 3), à frente de líderes como o presidente francês Nicolas Sarkozy, que aparece na 19ª posição.

A publicação apresenta a trajetória de Dilma na política e reitera que a nova presidente comandará a maior economia da América Latina.

Em primeiro lugar, está o presidente da China, Hu Jintao, seguido por Barack Obama, seu colega americano.

O ranking da "Forbes" também cita o empresário brasileiro Eike Batista. O homem mais rico do Brasil, segundo a publicação, aparece em 58º lugar, apenas uma posição atrás do líder da rede terrorista da al-Qaeda, Osama Bin Laden, que, no ranking é considerado o 57º mais poderoso do mundo. A publicação se refere a Eike como um "amante dos superlativos, tanto na vida pessoal quanto na profissional".

Na 68º e última posição está Julian Assange, editor-chefe da organização WikiLeaks, que se notabilizou por divulgar documentos secretos do governo norte-americano.

No ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparecia na lista como 33º

TSE cassa registro de candidatura de ex-governador de Roraima

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou ontem (quarta-feira 3) o registro de candidatura do ex-governador de Roraima Flamarion Portela (PTC), eleito deputado estadual com 2.295 mil votos. O plenário manteve a decisão do ministro relator do caso, Marcelo Ribeiro. Cabe recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Portela foi considerado inelegível com base na Lei da Ficha Limpa porque, em 2004, teve os direitos políticos suspensos pelo TSE, acusado de compra de votos e uso da máquina pública nas eleições de 2002. Na época, ele negou envolvimento com irregularidades.

O ex-governador do estado teve o registro liberado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), mas o Ministério Público Eleitoral recorreu ao TSE. Na época da condenação, Portela teve o diploma de governador cassado e foi condenado a pagar multa.



Ferroviários decidem pela continuidade da greve



Em assembleia na tarde de quarta-feira (3), os ferroviários de Salvador decidiram continuar com a greve iniciada na última sexta-feira (29). Eles reivindicavam o pagamento do salário e ticket alimentação, que já foram depositados, além do vale transporte, que a Companhia de Transportes de Salvador (CTS), afirmou já ter depositado, mas que os funcionários dizem ainda não ter recebido.

Desmatamento na Amazônia cai 21%, diz Amazon



O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), organização que faz um levantamento paralelo ao oficial da devastação na região amazônica, registrou em setembro o desmatamento de 170 km² de floresta, considerando apenas áreas com supressão total da floresta, onde o solo fica exposto.

De acordo com o Imazon, a devastação registrada em setembro representa redução de 21% em relação ao mesmo período de 2009. No ano passado, a área desmatada somou 216 km² para o mês de setembro.

O Mato Grosso registrou 48% do desmatamento observado para setembro de 2010, segundo o Imazon. O estado também teve as cidades com maiores índices para o período. Os dois municípios que mais desmataram em setembro foram Colniza (16,8 km²) e Feliz Natal (15,4 km²), ambos em Mato Grosso, que ainda tem mais 4 cidades entre as 10 com mais desmatamento no período.

Pará foi o segundo estado com mais desmatamento no período, correspondente a 18% do total, seguido de Rondônia (14%), Amazonas (11%), Acre (7%), Roraima (1%) e Tocantins (1%).

O relatório também indicou degradação florestal de 500 km² em setembro, relativo a áreas intensamente exploradas pela retirada de madeiras ou por queimadas. Se somada ao mês de agosto, que completa o primeiro bimestre do calendário oficial de desmatamento, a degradação na Amazônia Legal foi de 2.055 km², representando aumento de 213% em relação ao valor registrado no mesmo período de 2009, quando foram observados 657 km² de degradação. Segundo o Imazon, o aumento é extremamente expressivo.

Por conta da cobertura de nuvens em setembro de 2010, foi possível monitorar 83% da área da Amazônia Legal. A região não mapeada equivale a região amazônica do Maranhão e a áreas no Acre, Amazonas, Roraima, Amapá e Pará.

Dilma diz que usará critérios técnicos e políticos para definir equipe



A presidenta eleita, Dilma Rousseff, disse na quarta-feira (3) que ainda não escolheu os nomes de quem irá ocupar ministérios e outros cargos públicos durante seu governo e destacou que a escolha levará em conta critérios técnicos e políticos.

“Vou exigir competência técnica, pessoas que não tenham problemas de nenhuma ordem e considero importante o critério político”, disse a jornalistas após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto.

Dilma Rousseff lembrou o caso já relatado por ela em outras conversas com jornalistas de um presidente de outro país que foi passar festas de fim de ano no exterior para destacar que faz absoluta questão de que os ministros escolhidos por ela tenham vínculo total com o Brasil.

Ao ser perguntada sobre o interesse do PMDB, ao qual pertence o vice-presidente Michel Temer, em ocupar cargos no governo, Dilma disse não ter recebido até agora nenhum pedido do partido.“Esse é um governo que será pautado não por partilha, mas por união”, afirmou.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Wagner diz que Dilma terá um compromisso "muito forte" com a Bahia

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), declarou que a vitória de Dilma Rousseff (PT) para a presidência representa "a continuidade do projeto com renovação do condutor". Wagner ressaltou em nota divulgada para a imprensa ontem (segunda-feira 1) que sai um homem e em seu lugar entra uma mulher "com características pessoais diferentes".

Wagner disse ter certeza de que Dilma fará um bom governo. "Com certeza a gente vai viver mais quatro anos de realizações, crescimento econômico e inclusão social".

O governador reeleito também falou sobre a relação da nova presidente com a Bahia - Wagner acredita que esta será tão boa ou até melhor da parceria construída com Lula. "Tendo eleito dois senadores (Lídice da Mata, do PSB, e Walter Pinheiro, do PT), 31 deputados federais (dos 39 possíveis), o governador e dado essa bela votação, não tenho dúvida que ela terá um compromisso muito forte politicamente e administrativamente com a Bahia".

Antes mesmo da eleição, Wagner já havia declarado que esperava a presença da Bahia nos ministérios do governo Dilma. Na nota, o governador se refere à votação expressiva conseguida pela candidata petista na Bahia - mais de 70% dos votos válidos do eleitorado baiano foi para Dilma. No início do segundo turno, o PT da Bahia já havia estabelecido como meta ultrapassar os 70% dos votos, para tentar ajudar a candidata no caso de disputas mais acirradas em estados como Minas Gerais.

Bolsa Família será reajustado, diz a presidente eleita Dilma Rousseff

A presidente eleita Dilma Rousseff (PT) afirmou ontem (1), em entrevista, que pretende reajustar o valor do Bolsa Família - programa de distribuição de renda lançado no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela disse que ainda não decidiu se o reajuste do benefício fará com que o governo revise o Orçamento da União aprovado para o próximo ano.

“Eu pretendo ver isso com mais detalhe. Agora, eu pretendo reajustar os benefícios do Bolsa Família”, afirmou. “O Orçamento é uma peça que está sempre num quadro com o qual você opera. É possível conseguir que haja mais recursos para aquilo, dependendo de suas prioridades. Agora, eu tenho o objetivo de reajustar e garantir os recursos do Bolsa Família para que eles não tenham perdas inflacionárias e que tenham ganho real”, disse Dilma, durante o programa Brasilianas.org.

De acordo com Dilma, a erradicação da pobreza será a meta central de seu governo. “É uma questão de concepção. Na concepção do projeto que eu represento, e do qual, obviamente, o presidente Lula é um dos grandes líderes, o crescimento econômico não pode ser desvinculado da melhoria das condições de vida da população. A questão social não é um adereço de mão, não é um anexo ao nosso programa, nem ao nosso governo. Eu vou tornar essa meta de erradicação da pobreza como uma meta central.”

A presidente eleita disse ainda que tem interesse em aumentar a participação das mulheres em seu governo, mas que isso não significa “criar cotas”. “Tenho todo interesse em ocupar os quadros ministeriais com muito mais mulheres, mas também não vou fazer regime de cotas. Se as mulheres forem maioria é porque foram competentes.”

Dilma disse ainda que poderá manter alguns dos ministros do governo de Lula, mas evitou adiantar em quais áreas. “É possível manter nomes e não vejo nenhum problema nesse sentido.”

A presidente eleita afirmou ainda que dará prioridade às reformas política e tributária, mas que o ritmo de trabalho será ditado pelo Congresso. “Darei uma prioridade grande à reforma tributária e à reforma política, mas os prazos serão aqueles mais adequados ao trânsito no Congresso.”

Dilma Rousseff diz que anunciará ministério 'por blocos'

A presidente eleita Dilma Rousseff afirmou ontem (segunda-feira 1º), em entrevista ao vivo ao "Jornal Nacional", que a composição do futuro ministério vai se definir por critérios técnicos e políticos.

Nós vamos ter de ver a composição do governo, que tem esses dois aspectos. Eu vou me esmerar para ter um governo em que o critério de escolha dos ministros e dos cargos da alta administração sejam providos por esses dois critérios", afirmou.

Ela disse que o anúncio dos integrantes do ministério não será "fragmentado". Segundo a presidente eleita, ainda não há nomes definidos.

“Não digo que vou anunciar um bloco inteiro, todo o governo, mas eu pretendo não fazer anúncios fragmentados, espalhados ou individualizados [e sim] fazer por blocos", declarou.

Dilma disse que nos primeiros dias de seu governo pretende fazer uma reunião com os governadores eleitos para tratar de saúde e segurança.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dilma Rousseff é eleita a primeira mulher presidente do Brasil

Dilma Rousseff (PT) é a primeira mulher presidente do Brasil, segundo o Datafolha. Com 92,53% dos votos apurados, às 20h04, o Tribunal Superior Eleitoral informou que a petista tinha 55,43% dos votos válidos (excluídos brancos e nulos) e não podia mais ser alcançada por José Serra (PSDB), que, até o mesmo horário, totalizava 44,57%.

A abstenção gira em torno de 21,5%. O eleitorado brasileiro é de 135 milhões de pessoas.

Candidatura - Ex-ministra de Minas e Energia e da Casa Civil, Dilma foi alçada já em 2008 à condição de candidata pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que começou então a dar as primeiras indicações de que gostaria de ver uma mulher ocupando o posto mais importante da República.

Dilma diz ter compromisso com meta de erradicar a miséria do Brasil

No primeiro pronunciamento após o anúncio do resultado do segundo turno, a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) afirmou na noite de ontem (31), em Brasília, que, em seu governo, terá como compromisso a meta de erradicar a miséria do Brasil.

Ela fez um apelo para que todos os setores da sociedade a auxiliem na tarefa. "Vou fazer um governo comprometido com a erradicação da miséria e a criação de oportunidades para todos os brasileiros e brasileiras. Mas, humildemente, faço um chamado à nação, aos empresários, trabalhadores, imprensa, pessoas de bem do país para que me ajudem”, disse, em um hotel preparado pelo PT para o discurso da presidente eleita.

Ela afirmou que pretende recorrer sempre que necessário ao atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva. “Baterei muito em sua porta, e tenho certeza de que a encontrarei sempre aberta”. Dilma classificou como um “privilégio” a convivência com Lula e destacou a “inteligência" do presidente.

"Agradeço muito especialmente e com emoção ao presidente Lula, ter a honra do seu apoio, o privilégio da sua convivência. Conviver diariamente com ele me deu a exata dimensão do governante justo e do líder apaixonado por seu país e sua gente. A alegria que eu sinto hoje pela minha vitória se mistura com a emoção da sua despedida. Sei que um líder como o Lula nunca estará distante de seu povo", afirmou.

Serra diz que deseja que Dilma 'faça bem' ao Brasil



O candidato do PSDB à Presidência, que perdeu a disputa para a candidata do PT Dilma Rousseff, afirmou na noite de ontem (domindo 31) que deseja que a nova presidente "faça bem" ao Brasil.

"Nós recebemos com respeito e humildade a voz do povo nas ruas. Quero cumprimentar a candidata eleita Dilma Rousseff e desejar que faça bem ao nosso país", afirmou em pronunciamento iniciado pouco depois das 22h30 de ontem.

Ele ainda agracedeu a votação recebida no segundo turno. "Disputei com muito orgulho a Presidência e digo aqui, de coração, quis o povo que não fosse agora, mas sou grato aos 43 milhões e 600 mil de brasileiros e brasileiras que votaram em mim. Muito obrigada a vocês de todo nosso país."

Serra foi aplaudido por correligionários ao chegar em seu comitê de campanha, no centro de São Paulo. Estava no palanque o presidente do PSDB, Sérgio Guerra; o presidente do DEM, Rodrigo Maia; o senador eleito Aloysio Nunes (PSDB); e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

José Serra, de 68 anos, obteve mais de 43,6 milhões de votos (quase 44% dos votos válidos) contra 55,5 milhões da presidente eleita Dilma Rousseff (56%). No primeiro turno, Serra havia obtido 33 milhões de votos contra 47,6 milhões de Dilma.

O candidato tucano afirmou, em seu discurso, que enfrentou durante a campanha "forças terríveis" e agradeceu a militância e coordenação da campanha. "Vim aqui não para falar da frustração, mas da companhia. Nesses meses, quando enfrentamos forças terríveis, vocês construíram uma fortaleza. Consolidaram um campo político em defesa da liberdade e da democracia no país."

Ele também disse que não está dando "adeus" à política após o resultado deste domingo. "Os que nos imaginam derrotados, eu digo que apenas estamos começando uma luta de verdade. Minha mensagem de despedida, nesse momento, não é adeus, é um até logo. (...) A luta continua, viva o Brasil", disse Serra, emocionado.